Dirigente do Sport reclama de falta de fair play de Jardine: 'Estagiário'

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da poker: Laércio Guerra, vice-presidente de futebol do Sport, fez duras críticas a André Jardine, técnico do São Paulo, após o empate sem gols entre as equipes no Morumbi. O dirigente reclamou de falta de fair play do adversário e o chamou de “estagiário”.

-Quero agradecer ao atleta Jucilei, do São Paulo. O estagiário que acabou de assumir, que eu nem sei o nome… Deixe eu ver aqui, André Jardine. A gente tinha um jogador caído, o árbitro não parou o jogo, e o treinador, que recentemente era estagiário, mandou os jogadores não chutarem a bola para fora. Agradeço ao Jucilei, que tem excelente caráter, e colocou a bola para fora – disse Laércio, que pediu a palavra antes da coletiva do técnico Milton Mendes.

Quando um repórter lembrou que uma vitória do São Paulo sobre a Chapecoense, na última rodada, ajudaria o Sport na luta contra o rebaixamento, o dirigente manteve o tom:

– A gente tem que pontuar o que de fato ocorreu. Eu não sou um profissional do futebol, sou um executivo de outra área que estou ajudando meu clube. Que fique de lição para ele. Lembro do São Paulo de Telê, de Muricy, de grandes treinadores. Acho muito pouco provável que o São Paulo ganhe da Chape com esse treinador. Vamos ter que fazer a nossa parte.

Jardine se irritou com Matheus Peixoto, que pediu atendimento médico duas vezes seguidas em poucos minutos no primeiro tempo. O técnico gostaria que o São Paulo continuasse atacando, mas Jucilei colocou a bola para fora.

Laércio Guerra também reclamou da arbitragem de André Luiz de Freitas Castro, que marcou um pênalti duvidoso de Claudio Winck em Everton aos 27 minutos do segundo tempo – Nenê desperdiçou a cobrança. O mesmo Claudio Winck fez um pênalti sobre Diego Souza no primeiro tempo, não marcado, e foi expulso de forma direta já nos acréscimos por dar uma cotovelada em Liziero.

– Empatamos um jogo muito difícil, temos trabalhado muito, e por incompetência a gente sofreu uma marcação injusta de um pênalti que felizmente não foi convertido. Se essa bola tivesse entrado, a gente teria uma dificuldade muito grande no último jogo. A CBF, em um momento como esse, coloca um árbitro desses… Se a bola entra a gente volta lá para Recife com 1 a 0 com um pênalti que não foi. E no fim o árbitro tirou um jogador importantíssimo nosso, o Winck, da última partida. Foi falta, mas ele expulsou direto. Queria fazer esse protesto aqui para que a CBF tomasse mais cuidado. A arbitragem foi tendenciosa.

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